Questione sua preocupação


Trouxe algumas estratégias que vão te ajudar a lidar com às preocupações e colocar as coisas em perspectiva, examinar a lógica e as evidências ou fatos e a tirar suas próprias conclusões. Podemos denominar isto o poder do pensamento realista.


Monitorar as preocupações, observar os comportamentos disfuncionais que surgem após a preocupação e usar o momento de preocupação podem ajudá-lo a ganhar algum controle sobre as preocupações. Crie um mapa das tuas preocupações da seguinte forma:


• A que horas e em que lugares tenho maior propensão a me preocupar?

• Existem acontecimentos específicos que desencadeiem minha preocupação?

• Que sentimentos tenho imediatamente antes de começar a me preocupar?

• O que estou prevendo que vá acontecer que me deixa aborrecido?

• O que tendo a fazer logo depois que fico preocupado?

• Como me sinto depois?


Talvez você acredite que a preocupação esteja fora de controle e invada cada momento de seu dia. Para desafiar esta situação, determine o momento e lugar específicos para se preocupar. Experimente usar o tempo de preocupação todos os dias durante duas semanas, pelo menos 30 minutos no início da noite. Sente-se à mesa e escreva as preocupações conforme elas vão ocorrendo. Não as conteste, nem se tranquilize simplesmente preocupe-se. O restante do tempo, se você tiver mais preocupações, anote-as, mas adie a preocupação até o horário designado para se preocupar.


Dicas sobre questionar às preocupações

1 - Qual é o pior resultado? O resultado mais provável? O melhor resultado?

Descreva diferentes desfechos possíveis, pior, mais provável, melhor, observe o que você listou como resultado mais provável. Por que seria o mais provável?


2- Conte a si mesmo uma história com desfechos melhores.

Separe uma folha de papel para escrever uma pequena história na qual as coisas estejam funcionando bem para você. Quais são os passos que talvez você precise dar na vida real para fazer essa história se tornar realidade? E numere as evidências a favor e contra.


3- Quais são as evidências contra e a favor da preocupação de que algo realmente ruim vai acontecer?

Se tivesse que dividir 100 pontos entre as evidências a favor e contra, como os dividiria? (Por exemplo, seriam 50-50? 60-40?) Pontos: evidências a favor =Pontos: evidências contra =?


4- Quantas vezes você errou em relação a preocupações no passado?

Dê exemplos. Existe algum padrão?


5- Coloque as previsões em perspectiva.

Não transforme preocupações em catástrofes. A coisa com que se preocupa é o fim do mundo ou simplesmente um inconveniente? Use probabilidades realistas. Quão provável é isso, realmente? Você está prevendo uma reação em cadeia que não é provável? Não caia na armadilha. Você está esperando que mundo desabe ou é mais provável que isso seja um acidente de percurso?


6- O que poderia fazer para lidar com isso, se o desfecho ruim realmente acontecesse?


7- Se outra pessoa estivesse enfrentando esses mesmos problemas, você a encorajaria a se preocupar tanto quanto vocês e preocupa? Que conselhos lhe daria?


8- Faça de conta que vai dar um conselho a seu melhor amigo.

Se ele estivesse prevendo todas essas coisas negativas e se preocupando muito com isso, o que você lhe diria? E se você dissesse isso a si mesmo? Existe alguma razão pela qual você se trata pior do que trata as outras pessoas?


9- Indique por que isto não realmente um problema.

Isto não é um problema porque.


Questione suas preocupações, essa habilidade é adquira através de muita prática.


Acompanhe seu podcast completo: https://anchor.fm/psicu00f3loga-fransuele-p/episodes/6--Conteste-a-preocupao-e1ku4b5/a-a87i9a0

Baseado no livro Como Lidar Com As Preocupações: Sete Passos Para Impedir Que Elas Paralisem Você – Robert L. Leahy

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