Qual seu medo? Compreendendo a ansiedade



Os transtornos de ansiedade estão entre os quadros psicológicos que atingem milhões de pessoas em todo o mundo, O medo é um estado básico automático de alarme a ameaça ou perigo iminente à nossa segurança e proteção, todos nós sentimentos medos e ansiedades, entretanto quando o medo é inapropriado, excessivo e desligado da realidade ele interfere no modo como conduzimos nossas vidas.


Qual é a diferença entre medo e ansiedade?

O medo é uma resposta básica automática a um objeto, situação ou circunstância específica que envolve uma percepção de perigo real ou potencial. O medo está na origem de todos os estados de ansiedade. A ansiedade, em contraste, é um estado emocional complexo muito mais prolongado que muitas vezes é desencadeado por um medo inicial, sendo um estado de apreensão e de excitação física em que você acredita que não pode controlar ou prever eventos futuros potencialmente aversivos, muitas vezes imaginários,

Quando você se sente muito ansioso, você é afetado de maneira física, emocional, comportamental e, é claro, cognitiva.

Lembrando: Talvez você não esteja consciente disso no momento em que está ansioso, mas no estado ansioso seu modo de pensar, sentir e se comportar é diferente do que quando você não está ansioso. Eis alguns dos efeitos comuns da ansiedade:



Sintomas físicos

· Frequência cardíaca aumentada, palpitações

· Falta de ar, respiração rápida

· Dor ou pressão no peito

· Sensação de asfixia

· Vertigem, tontura

· Sudorese, calores, calafrios

· Náusea, estômago embrulhado, diarreia

· Tremores, estremecimento

· Formigamento ou dormência nos braços, pernas

· Fraqueza, desequilíbrio, sensação de desmaio

· Tensão muscular, rigidez

· Boca seca


Sintomas cognitivos

· Medo de perder o controle, de ser incapaz de enfrentar

· Medo de dano físico ou de morte

· Medo de "enlouquecer"

· Medo de avaliação negativa dos outros

· Pensamentos, imagens ou lembranças assustadoras

· Percepções de irrealidade ou alheamento

· Baixa concentração, confusão, distratibilidade

· Estreitamento da atenção, hipervigilância para perigo

· Memória fraca

· Dificuldade de raciocínio, perda de objetividade


Sintomas comportamentais

· Evitação de sinais ou situações de ameaça

· Fuga, escape

· Busca de segurança, reasseguramento

· Desassossego, agitação, andar nervosamente de um lado para o outro

· Hiperventilação

· Paralisia, imobilidade

· Dificuldade para falar


Sintomas emocionais

· Sentir-se nervoso, tenso, irritado

· Sentir-se assustado, temeroso, aterrorizado

· Ser irascível, apreensivo, alvoroçado,

· Ser impaciente, frustrado



É natural sentir-se dominado pela ansiedade, entretanto quando você compreende os componentes de sua ansiedade, você aprende a administrar e controlar, trago algumas dicas para ajudar em seu manejo.


DICAS:

1. Descreva sucintamente o que o deixa ansioso.


2. Que situações ou fatos desencadeiam sua ansiedade? Quando você mais tende a sentir-se ansioso? O que você pode evitar fazer porque se sentiria muito nervoso


3. Tente identificar o medo central por trás de sua ansiedade. O que de pior que pode acontecer na situação ansiosa? Existe algum resultado catastrófico que você teme? Qual é a ameaça ou perigo que isso representa para você ou para seus entes queridos?


4. Você pode estar tendo dificuldade para identificar o medo central que ocorre quando você se sente ansioso, pois a maioria das pessoas se concentra mais nos sentimentos de ansiedade do que no que as está deixando ansiosas. Pergunte a si mesmo: O que é tão ameaçador ou perturbador em relação a esta situação? O que é tão ruim em relação a esta situação?


Muitas vezes o medo básico na ansiedade é simplesmente o temor de que você vai sentir-se ansioso, geralmente temos como base algumas características para determinar se a ansiedade de uma pessoa se qualifica como um transtorno clínico:

· Intensidade exagerada. A ansiedade clínica tende a ser muito maior do que se esperaria em uma determinada situação. Por exemplo, sentir ansiedade intensa ao atender o telefone, ao fazer um pedido a um atendente de loja ou tocar uma maçaneta sugeririam um nível anormal de ansiedade, muitas dessas ações causam pouca ou nenhuma ansiedade na maioria das pessoas.


· Persistência. A ansiedade clínica tende a persistir por mais tempo do que os estados não clínicos. Todo mundo se preocupa de vez em quando, mas as pessoas com preocupações patológicas a experimentam por horas ou dias a fio.


· Interferência. A ansiedade clínica tende a interferir no funcionamento no trabalho ou na escola, em eventos sociais, no lazer, nas relações familiares e em outras atividades.


· Ansiedade ou pânico repentino. As ocorrências frequentes Ansiedade ou pânico sem motivo aparente, é especialmente digno de atenção, e o desenvolvimento do medo de ter outros ataques de pânico é uma característica significativa.


· Generalização.


· Pensamento catastrófico. As pessoas com ansiedade clínica tendem a pensar sobre as piores hipóteses. Uma vez que a ansiedade sempre envolve antecipação (os "e se"), o estilo de pensamento nos transtornos de ansiedade pende para a presunção de que sérias ameaças são muito mais prováveis do que realmente são.


· Evitação. A maioria das pessoas com transtornos de ansiedade tenta eliminar ou ao menos minimizar sua ansiedade evitando qualquer coisa que a dispare. A extensa evitação pode reduzir a ansiedade em curto prazo, mas tem um alto preço. Ela contribui para a persistência do quadro de ansiedade e reduz o nível de funcionamento diário de uma pessoa.


· Perda da segurança ou do sentimento de tranquilidade. Os individuo sentem-se menos seguras ou protegidas do que as outras. Embora possam fazer muitas coisas para sentirem-se seguras, qualquer senso de segurança é de curta duração, e o sentimento